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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Como provar vinho

Todos aqueles gestos de girar e cheirar podem parecer simulação, mas esses procedimentos têm um importante propósito, pois ajudam a compreender as complexas e misteriosas nuances do vinho.

Aprendendo a linguagem

Pense sobre quantas palavras você precisará para descrever o cheiro e o gosto da banana. Você poderia descrevê-la a alguém que nunca a tenha provado em sua vida? O seu aroma e a textura são fáceis de reconhecer, mas difíceis de descrever.

Isso também se aplica ao vinho. Diferente da banana, que não tem outro referente, cada vinho alude a um aroma distinto; uma coleção de intensos e complexos sabores. Dizer que um copo de Chardonnay tem o sabor e o aroma de um vinho, por exemplo, seria bastante inapropriado. O cheiro e o sabor do vinho são tão abrangentes que descrevê-los seria cansativo para o nosso vocabulário. Felizmente o mundo do vinho tem sua linguagem própria.

Um bom vinho pode ser apreciado sem que nenhuma palavra seja dita. Mas se você deseja explicar a alguém por que ama ou detesta um determinado vinho, será de grande valia estar familiarizado com a linguagem. Por exemplo, você poderá dizer que o Cabernet Sauvignon tem um aroma de amoras pretas maduras e tabaco, enquanto outro degustador poderá dizer que esse mesmo vinho tem um sabor algo próximo do couro. Na verdade, nesse vinho não existe nem amoras nem tabaco ou couro. Esses aromas, freqüentes nos vinhos, expressam sua inconfundível essência.

Registrando as impressões

"Saborear" pode significar muita coisa, desde um simples gole até uma séria análise do paladar. A ocasião pode ser casual como um copo de vinho depois do trabalho ou um evento formal de degustação. Qualquer que seja sua preferência, existe uma regra de ouro que é: para se ter uma experiência significativa e duradoura, você precisa se concentrar nessa tarefa. A melhor maneira de realizar isso é fazendo anotações, nem que seja rabiscar o nome e a safra do vinho e a razão pela qual apreciou ou não. Registre suas impressões em seu diário particular para que tenha futuras referências. 


Tomar notas de boas experiências é meramente fazer analogia ao velho adágio: "posso não saber nada sobre arte, mas sei do que gosto". Apenas anote o sabor que faz o vinho ser atraente ou não. Esse exercício, feito repetidas vezes, irá conduzi-lo a desenvolver um paladar mais aguçado.

Com tantas seleções maravilhosas para degustar e apreciar, você está embarcando numa vigorosa e emocionante viagem. E considerando que cada estação oferece uma nova safra, os seus horizontes continuam a expandir-se. Você sentirá que cada copo acrescenta novas dimensões e impressões para ponderar.

Usando as anotações para registrar suas experiências de degustação você irá desfrutar um prazer maior. Anotar as impressões ajudará você a concentrar-se nas abundantes características do vinho, habilitando-se a identificar os aromas e sabores que dão charme. E, por fim, suas anotações lhe proporcionarão registros valiosos do que você apreciou.

Elas devem identificar os atributos de destaque ou as falhas. As notas podem ser breves ou detalhadas, fica a seu critério. Você pode usar a colorida gíria do vinho ou usar os adjetivos do dia-a-dia. Então procure repassar mentalmente o que você escreveu. Isso deverá ajudar a reconhecer quais os vinhos que você vai escolher para uma experiência verdadeiramente agradável.

Você terá prazer de saber o quanto aprendeu lendo as suas próprias reflexões e pode descobrir seus vinhos favoritos dentre a infinidade que há por aí.

Além de fazer as anotações, você poderá colocar uma avaliação numérica, dar uma nota para cada vinho. Algumas pessoas acham que isso ajuda, outras acham o assunto subjetivo demais para isso. Se você optar por dar nota, a escala abaixo corresponde a várias posições de qualidade:

excelente = 96-100 pontos

bom = 90-95 pontos

médio/aceitável = 80-89 pontos

abaixo da média = 70-79 pontos

fraco = 0-69 pontos
Um exercício de degustação

Finalmente chegou a hora de provar! Entretanto, você não experimenta o vinho da mesma forma que experimenta um copo de refrigerante ou chá. Muito pelo contrário, provar um vinho lembra um trabalho de detetive. Cada passo no processo lhe dá mais uma pista sobre o vinho, até acumular suficiente informação para isolar e identificar cada um dos complexos aromas e sabores.

Depois de cada passo, faça algumas anotações no seu diário. Colocar suas observações no papel requer o enfoque naquilo que está vendo, cheirando e saboreando.

Inicialmente, certifique-se de que o vinho ocupa menos da metade de seu copo. Assim, você poderá agitar e girar o copo sem derramar o líquido.

Observe. Segure o copo ou a taça pela base para não aquecer o vinho com a mão - e para manter o copo transparente. Gire o copo longe de si, vagarosamente, assim, estará olhando através da orla do líquido. Se possível, segure o copo tendo um fundo branco, a toalha de mesa, por exemplo. Estude a aparência do vinho observando sua cor e transparência.

O vinho está turvo? Contém partículas como cortiça ou depósitos como sedimentos? Um bom vinho tinto pode ser opaco, transparente ou brilhante na sua aparência. Bons vinhos brancos devem pelo menos ser transparentes, na melhor das hipóteses brilhantes.

A cor deve agradar à vista. Bons tintos jovens exibem profundidade, cor vibrante, num matiz que vai de um púrpura claro até o profundo rubi. Bons brancos podem ser bem claros na coloração, embora os vinhos jovens serão em tom esverdeado-dourado e os doces, de sobremesa, serão amarelo-ouro até âmbar-ouro. Se um vinho apresenta um amarelo-acastanhado e opaco na aparência, então está magnificamente envelhecido ou prematuramente morto. O processo de escurecimento nos vinhos brancos e tintos é exatamente o que ocorre com as maçãs estragadas como resultado da oxidação.

Comece a girar o vinho no copo. Para isso, apóie a base do copo sobre uma superfície, segure a base com dois dedos, polegar e indicador e começando devagar empurre o copo em pequenos círculos na superfície da mesa. Gradualmente, acelere o movimento para que o vinho suba na superfície interna do copo, o que você consegue com apenas alguns giros. Com prática (experimente usando água para não desperdiçar o vinho) você poderá girar confiantemente sem ter uma toalha de mesa embaixo. Simplesmente segure o copo pela base e gire-o em movimentos circulares.

Girar poderá parecer estranho, mas serve a um objetivo. Ao girar, você mistura ar ao vinho, fazendo-o liberar os componentes aromáticos.

Cheire depois de girar, aproxime o copo do seu nariz e inale duas vezes para preparar o seu paladar para o gosto do vinho. A primeira impressão é a mais importante; deixe sua mente divagar através da memória e colher recordações. O que esse aroma faz lembrar? É doce ou floral? Se for doce, por conta de que? É de fruta? Que tipo de fruta? Se floral, que tipo de flor? O seu nariz se adaptará a distinguir aromas bem rapidamente e as primeiras inalações são muito importantes.

"O nariz do vinho" consiste de seu aroma e do buquê. O aroma descreve os odores que vêm da uva. Com o envelhecimento, eles se envolvem num buquê mais complexo de fragrâncias.

As fragrâncias que você experimenta quando prova um vinho branco incluem: maçã, pêra, pêssego, melão, grapefruit, limão, manga, abacaxi, manteiga, grão tostado, baunilha, mel, grama recém cortada, aspargo e pimentão. Para o vinho tinto, os aromas comuns incluem amora preta, cereja, groselha, pimenta do reino, ameixa, tabaco, fumaça, chocolate, cogumelo, carvalho, café e terra argilosa. 

Às vezes você pode captar um odor estranho. Um desagradável cheiro de papelão molhado é sinal de que o vinho foi contaminado por uma rolha defeituosa. Um odor avinagrado significa que o oxigênio se infiltrou na garrafa tornando o vinho impróprio para beber.

Agora que você olhou o vinho e o cheirou, é hora da melhor parte: experimentá-lo. Mas não vá querer engoli-lo de imediato. Provar o vinho é uma coisa, beber é outra. Um gole ávido vai apenas aplacar a sede, não significa que estará provando o vinho.

Sorva, mantendo-o na boca sem engolir. Há pessoas que "enxaguam" para que o vinho passe por todas as partes da boca. Outros aspiram pela boca um pouco de ar, que passa por cima do vinho. Mas cuidado! Esse pequeno truque pede prática, mas o processo abre o vinho, levando o aroma até a passagem nasal no lado posterior da garganta. Assim, você pode sentir seu aroma novamente.

O gosto deveria complementar a chave que o seu olfato lhe oferece. Observe se o vinho na sua boca (o paladar) corresponde à mensagem que o olfato lhe passou. Depois disso o seu senso de olfato estará muito mais eficaz e sensível que as papilas gustativas.

As principais sensações gustativas do vinho são: o doce (sentido na ponta da língua), o ácido, que terá gosto azedo (pense no limão) e amargo (como a aspirina).

Então, qual é afinal o seu gosto? Descreva o sabor da fruta. O que ela lembra? É fresca e radiante? O que é importante, você gostou? Essa é a hora de tomar nota das suas impressões enquanto elas estão frescas na sua memória.

Também pense sobre a textura do vinho, como o sente em sua boca? Você o descreveria como sedoso, macio, aveludado, áspero, grande, refrescante, redondo, rico, firme, intenso, ácido, enrugado, luxuriante, cremoso, vigoroso, inexpressivo?

Esse vinho causa um efeito seco nos cantos da boca? Ele belisca a língua? Em caso positivo, a sua adstringência se deve ao tanino que vem da casca e das sementes, às vezes da madeira do barril onde o vinho foi envelhecido. A sensação de adstringência do tanino é similar à sensação de aspereza e secura na boca depois de tomar uma xícara de chá preto que ficou passado.
É comum os vinhos tintos jovens apresentarem alguma adstringência tânica, que irá se dissipar e suavizar com a maturação do vinho. Se o vinho que você está provando possui acentuado tanino, tirando um pouco do prazer, procure saber se ele possui bastante caráter da fruta fresca para sobreviver na garrafa até que o tanino possa abrandar.

Também o nível de acidez deverá ser avaliado. A acidez que sentimos na boca poderá ser cortante ou apenas uma sensação refrescante. Boa acidez levanta o sabor do vinho e oferece uma sensação de vigoroso frescor. Com muito ácido ele passa a ter gosto azedo.

Se o grau de acidez e tanino se equilibram com a fruta e parecem em boa e favorável proporção, o vinho é equilibrado.

Cuspa depois que você obtiver todo o sabor possível. Cuspir o vinho na lata do lixo é perfeitamente aceitável quando se está provando. Afinal de contas, você precisa se concentrar nos vinhos que está provando, e precisa estar sóbrio para isso.

Depois, procure determinar por quanto tempo perdurou a sensação do paladar. Isso se chama retrogosto ou aroma de boca.

Finalmente, pense na impressão geral desse vinho. Ele foi impactante e se dissipou rapidamente na boca? Os aromas que o seu olfato captou combinaram com os sabores que você sentiu na boca, e depois que você cuspiu ainda perduraram? Os vários componentes, incluindo fruta, álcool, tanino, acidez eram da mesma magnitude ou algum elemento apagou os outros? O vinho lhe pareceu simples, de uma só dimensão ou mostrou complexidade?

Não esqueça de anotar as últimas impressões no seu diário. Você vai querer lembrar se gostou do vinho ou não para efeito da sua próxima compra.



Fonte: HowStuffWorks

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Por que pedimos vinho seco se todo vinho é líquido?

O adjetivo que vem depois do vinho não se refere ao estado físico do mesmo. Como você mesma constatou, todo vinho é líquido, e isso é uma verdade parcial. Explico melhor: pode-se encontrá-lo na forma sólida (congelado), em pó (tipo suco para ser colocado em água) ou na forma de concentrado (pasta com pouco teor de água). O fato do vinho ser seco indica a sensação que temos quando degustamos ou experimentamos o vinho. Já tomou um vinho branco gelado e não ficou com vontade de beber água ou mais vinho? Pois bem, essa sensação é causada pelo tipo de vinho e não do seu estado. 


 De forma semelhante, o vinho tinto é aquele que nos dá a sensão de encorpamento ou de que há uma substância mais sólida no vinho. A diferença mais óbvia entre o vinho seco (branco) e o tinto é a cor. Junto com a cor, a casca da uva dá ao vinho o TANINO, uma substância que tem papel importante no paladar do vinho. Vamos por parte. O vinho tinto, obrigatoriamente é elaborado a partir de uvas tintas enquanto que o vinho branco tanto pode ser elaborado a partir de uvas brancas, como também de uvas tintas (Um exemplo clássico de vinho branco produzido a partir de uvas brancas é o Champagne. Lembrando que só pode ser chamado de Champagne, o espumante produzido na região Francesa de mesmo nome. Os demais são espumantes). Para aprofundar sua pergunta, é importante saber como o vinho é feito. Na verdade, essa bebida muito saborosa e vista por alguns como remédio, é o resultado da fermentação do mosto (suco) da uva. A diferença básica na elaboração dos vinhos brancos (secos) e tintos é que durante a fermentação os tintos têm contato com a casca (de onde vem a cor) e nos brancos não. Alguns vinhos tintos são mais escuros do que outros porque algumas uvas têm mais concentração do pigmento do que outras. Muitos nutricionistas recomendam a ingestão da casca da uva, pois, além da fibra, há nutrientes e pigmentos importantes para diversos metabolismos. O que faz um vinho ser seco? É seu processo de fabricação ou
tipo da uva? Quando se fala em vinho de qualidade, com exceção dos espumantes, vinhos fortificados e vinhos de sobremesa, todos os vinhos são secos. Em geral, durante o processo de fermentação, os açúcares presentes na uva são transformados em álcool, resultando em um produto com resíduo de açúcar muito pequeno, portanto seco. Nos vinhos doces de sobremesa e nos vinhos fortificados (vinho do Porto por exemplo) a história é diferente e o processo de elaboração também.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

A Economia Mundial Está Sendo Levada Para o Planejado Modelo Fascista

Antes de analisarmos a matéria atual de notícias, vamos voltar um pouco no tempo e rever uma lição de história e economia.
Resumo da Notícia: "O Japão Recusa-se a Fazer Flutuar os Ativos Financeiros", Joji Sakurai, Associated Press, The Providence Journal, 25 de novembro de 1997, pg. E-1-2.
"A Yamaichi Securities - uma das quatro maiores firmas de títulos e valores mobiliários do Japão - fechou as portas ontem, incapaz de rolar uma dívida de $ 24 bilhões. Ao fazer isso, ela tornou-se a terceira empresa japonesa do setor financeiro a entrar em colapso em um mês. Em vez de salvar a Yamaichi e evitar a perda dos empregos, o governo disse que as instituições financeiras estão em grande parte por sua própria conta. O resultado poderá ser uma economia mais competitiva. "Suportar inválidos no longo prazo não é viável. As autoridades japonesas estão começando a ter de encarar isso', disse Arthur Alexander, presidente do Instituto Econômico Japão, em Washington." [pg. E-1]
Para as pessoas que conhecem economia, essa notícia é realmente chocante. Veja, o Japão continua a operar sua economia como uma Economia Fascista, mesmo após sua derrota na Segunda Guerra Mundial. A maioria de vocês provavelmente ficou confusa com essa afirmação, porque associa os governos ditatoriais de Hitler, Mussolini e do Japão Imperial com o termo fascismo; a maioria das pessoas pensa que fascismo seja um tipo de ditadura de "extrema direita". Entretanto, fascismo é um termo econômico, indicando o tipo de economia em que os meios de produção (fábricas, empresas) e a propriedade das fontes de matérias primas (minas, poços de petróleo, etc.) permanecem nas mãos de indivíduos particulares, mas em que o governo intervém para determinar quantos competidores poderão produzir a mesma coisa, quanto será produzido e que preços poderão ser praticados. Isso é fascismo e o Japão continua a operar sob esse sistema desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Em outras palavras, fascismo é um tipo de economia em que o governo e o setor privado cooperam um com o outro, em vez de estarem em um relacionamento antagônico, como na economia americana.
Sempre que você vir uma autoridade do governo, ou uma agência governamental, se intrometendo nas questões normalmente reservadas à iniciativa privada, pode saber que está presenciando um exercício de fascismo econômico. Que tipo de economia existe nos EUA? Há muito tempo o país opera sob uma economia capitalista. Nesse sistema econômico, os meios de produção e as matérias primas pertencem a indivíduos particulares. Esses mesmos indivíduos determinam o que suas fábricas vão produzir e quanto de cada item será produzido. Os empreendedores privados também determinam o preço que cobrarão pelos seus produtos. No capitalismo, os proprietários particulares estão muito atentos às necessidades e desejos do consumidor final, para determinar a quantidade de cada item que será produzido. O governo não determina quantos concorrentes poderão fabricar o mesmo item; de modo que a competição entre os fabricantes dos mesmos tipos de itens mantém os preços baixos e a qualidade em alta. Finalmente, em uma economia capitalista o governo age apenas como um árbitro, garantindo que as leis que regulam a justa concorrência e as leis que regem a moralidade básica e a segurança do público consumidor sejam seguidas. O governo não intervém como em uma economia fascista.
Em uma economia capitalista, o mercado é quem determina se uma empresa será bem-sucedida ou se fracassará. Nos EUA, muitas grandes companhias já surgiram e depois desapareceram, sem que o governo federal interviesse para impedir. A única exceção significativa foi a Chrysler Corporation, pois o governo federal "garantiu" os empréstimos das instituições financeiras para a empresa. Se prestou atenção durante o tempo em que o Congresso discutiu a legislação, você se lembrará da grande luta que ocorreu entre os representantes republicanos e democratas. Os republicanos defendiam a posição da economia capitalista tradicional, insistindo que o mercado decidisse o destino da Chrysler; os democratas favoreciam a idéia que o governo deveria socorrer a empresa para impedir a perda de empregos na economia americana. Quando o governo federal socorreu a Chrysler, ocorreu uma grande ruptura com o passado, pois em uma economia capitalista, não existe esse tipo de "bem-estar corporativo".
Entretanto, na economia fascista do Japão, o governo protegia os empregos das pessoas socorrendo as empresas que estavam em dificuldades financeiras. Na verdade, essa era uma prática tão comumente aceita que as pessoas não se preocupavam quando a empresa para a qual trabalhavam entrava em dificuldades, pois sabiam que o governo protegeria seus empregos "vitalícios".
Mas, nesse caso referido anteriormente, os japoneses ficaram chocados ao descobrir que o governo não iria agir de acordo com o método tradicional do fascismo, mas iria permitir que a empresa em dificuldades falisse, como ocorreria em uma economia capitalista.
O Japão ainda está essencialmente operando sob a cooperação governo / indústria tão típica de uma economia fascista. Entretanto, o governo japonês simplesmente usou essa ação incomum em 1997 como uma advertência ao setor privado de que o governo não mais socorreria empresas cujas práticas estivessem flagrantemente fora dos padrões econômicos. Parece que essa advertência foi ouvida, permitindo que a fascista economia japonesa continue a operar em um alto nível de qualidade na cena internacional.
O presidente Carter iniciou o processo de intervir nas questões do setor privado quando assinou uma lei aprovada pelo Congresso, intitulada "Chrysler Corporation Loan Guarantee Act of 1979" (Public-Law 96-185), em 20 de dezembro de 1979 (sancionada por Jimmy Carter em 7 de janeiro de 1980). Essa lei salvou a Chrysler da falência imediata. Ao mesmo tempo, Lee Iacocca, um ex-executivo da Ford, foi contratado para assumir como executivo-chefe e ele demonstrou ser um gênio inato ao administrar de forma eficiente a empresa automobilística.
O presidente Clinton provou ser um líder capaz ao mover as economias em todo o mundo para o fascismo da Nova Ordem Mundial. Considere a seguinte matéria de notícias de 1997, tão típica das ações que Clinton executou durante seu mandato:
Resumo da Notícia: "Líderes do Anel do Pacífico Aprovam o Plano de Resgate Financeiro", Terence Hunt, Associated Press, Business Section, The Providente Journal Bulletin, 26 de novembro de 1997, pg. F-1.
"Vancouver, Colúmbia Britânica, Canadá - Atentos aos mercados mundiais, o presidente Clinton e os líderes do anel do Pacífico aprovaram ontem uma estratégia de recuperação para as economias asiáticas abaladas pela desvalorização das moedas, quebras de bancos e falências... Superamos as expectativas, declarou o primeiro-ministro canadense Jean Chrétien, anfitrião dos encontros de dois dias do grupo de dezoito países do Grupo de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico".
"O presidente Clinton, em uma avaliação otimista, disse: 'Aqui em Vancouver provamos que nossa comunidade Ásia-Pacífico é para todas as situações - para os bons tempos e também para os mais desafiadores!' Ele disse que um acordo para reduzir as barreiras comerciais em nove áreas - de brinquedos a produtos químicos - 'É um sólido voto de confiança em nosso futuro comum.'"
"O encontro, que normalmente enfoca as questões comerciais, foi confrontado este ano pela crise econômica que ocorreu no Sudeste Asiático e alcançou a Coréia do Sul. Na semana passada, a crise teve reflexos nas empresas e nos mercados no Japão. Ontem, diversos líderes de países latino-americanos discutiram suas recuperações econômicas naquilo que o representante de um governo descreveu como um tipo de seminário para as nações asiáticas que estão na luta."
"... Os líderes endossaram uma estratégia que dá ao Fundo Monetário Internacional responsabilidade básica para estabilizar as moedas duramente afetadas... O plano inclui a promessa de suporte suplementar por parte dos países ricos, como os EUA e o Japão, embora nenhum montante de valores tenha sido especificado. "Não existem soluções fáceis', disse o Secretário das Finanças das Filipinas, Robert de Ocampo. 'Esta crise é bastante chocante. As medidas necessárias para tratar os problemas não tornam os governos no poder muito populares... eles pagam o preço no curto prazo para ganhar no longo prazo... quanto mais amargo o remédio, mais rápida será a recuperação da economia.'"
Portanto, temos aqui o espetáculo de um esforço global para socorrer as economias das nações no anel do Pacífico, um esforço fascista global. Lembre-se, em uma economia fascista, a propriedade dos meios de produção e das matérias primas permanece nas mãos de indivíduos e/ou das empresas privadas, mas o controle de quantas empresas fabricam o mesmo tipo de cada item, a quantidade de itens produzidos e o preço no varejo são controlados pelo governo. Neste caso, o Japão está deixando de seguir a prática comum de socorrer empresas individuais que estão enfrentando problemas e risco de falência, e está permitindo que um esforço global seja iniciado que realizará o mesmo objetivo.
Condicionamento, condicionamento e mais condicionamento.
O conceito básico é que o governo tem o direito e o dever de se envolver intimamente na área econômica, definindo leis, normas e socorrendo as empresas que estão em dificuldades. Antes da Segunda Guerra Mundial, a maioria das leis e normas era somente para a segurança e moralidade pública. A maioria das pessoas instintivamente compreendia que o governo deveria basicamente ficar fora da área econômica. Bastava dar uma olhada rápida no desempenho econômico pífio dos países comunistas para convencer qualquer pessoa racional que o governo deveria ficar de fora das atividades econômicas. Certamente, os Pais Fundadores teriam concordado com isso. Eles tinham tanto receio dos grandes, poderosos e intrusivos governos que criaram um sistema tripartite de governo, isto é, os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, que evitariam que um único homem, ou um grupo de homens, algum dia detivesse o poder absoluto.
Mas, como a economia planejada para a Nova Ordem Mundial é fascista, as atitudes do povo americano tinham de ser alteradas de forma gradual, quase imperceptível, sem que ninguém tomasse conhecimento que suas atitudes estavam sendo mudadas.
Ao longo das últimas décadas, os líderes dos poderes Executivo e Legislativo têm repetidamente sugerido que o governo federal deve se envolver mais na área econômica. O presidente Clinton, em seu discurso de posse no primeiro mandato, disse que o governo federal "deveria fazer mais". Esse é um claro chamado para que o governo se envolva mais. Nas duas últimas décadas, vimos centenas de éditos do Poder Executivo transformarem totalmente o modo de atuação das empresas na economia. Consequentemente, as liberdades individuais foram erodidas.
Quando o presidente Bush anunciou que o governo federal iria "cooperar" na Pesquisa e Desenvolvimento de uma nova geração de automóveis, você está olhando para uma economia fascista. Quando o presidente se reúne com os três principais executivos da indústria automobilística em uma fábrica para tirar uma foto com eles, você sabe que está olhando para uma economia fascista.
Condicionamento, condicionamento e mais condicionamento.
Vamos analisar agora a atual matéria de notícias para ver como o presidente Bush está publicamente intrometendo os interesses do governo nos três grandes fabricantes americanos de veículos.
Leia mais diretamente no artigo onde foi estraído a informação acima: http://www.espada.eti.br/n2197.asp clique neste link e veja estas e outras notícias.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Faça sua parte com Honestidade

Nos Alpes italianos existia um pequeno vilarejo que se dedicava ao cultivo de uvas para produção de vinho. Uma vez por ano, lá ocorria uma festa para comemorar o sucesso da colheita. A tradição exigia que, nesta festa, cada morador do vilarejo trouxesse uma garrafa de seu melhor vinho, pra colocar dentro de um grande barril que ficava na praça central. Entretanto um dos moradores pensou: 'Porque deverei levar uma garrafa do meu mais puro vinho ? Levarei uma cheia de água, pois no meio de tanto vinho o meu não fará falta'. Assim pensou e assim fez. No auge dos acontecimentos, como era de costume, todos se reuniram na praça, cada um com sua caneca, para pegar uma porção daquele vinho, cuja fama se estendia além das fronteiras do país. Contudo, ao abrir a torneira do barril, um silêncio tomou conta da multidão. Daquele barril saiu apenas água... Mas, como isso aconteceu? Acontece que todos pensaram como aquele morador: 'A ausência da minha parte não fará falta'. Nós somos muitas vezes conduzidos a pensar: 'Tantas pessoas existem neste mundo que se eu não fizer a minha parte isto não terá importância'.
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